19.11.09

A partida, a partilha

Flávio Américo
Mestrando em História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
ABU Natal (RN)


O que era uma grande celebração,
Da libertação, a lembrança,
Foi mudando um pouco a cara


Pois Ele, justo e majestoso,
Queria servir aos próprios servos
E parecia dar adeus.

Como poderia Pedro entender?

O partir do pão
O partir de Deus
O partir do Mundo
O tomar do vinho
O tomar das vestes
O tomar a culpa

O que era uma grande celebração,
Da liberdade final, a lembrança,
Está mudando um pouco a cara

Pois eles, tão parecidos com Ele,
De Estados e estados diferentes,
Serviram-me de amor, fé e esperança
E ensinaram-me a vida dar a Deus.


Certo que não os verei mais nesse mundo,
Como posso entender tal dor?

O repartir do pão
Deus compartilhado
O partir do irmão
O tomar do fruto
O amor doado
O tomar coragem de pedir desculpa


Agora, celebramos em memória,
Choramos por saudade antecipada
E cantamos “Maranata”!

Mas chegará o Dia Glorioso!
Nele, a tristeza pegará o caminho de casa;
A alegria será titular vitalícia;
A saudade será coisa do passado;

E o amor aquecerá os corações (e)ternamente...

14 comentários:

ABU Aracaju disse...

RECEBO!!!
LEIO GLORIFICO E EXALTO, ME LEMBREI DA MINHA CEIA DO IPL 2009!!! BUAHHHH
SAUDADES PESSOAL!
PAZ!

Anônimo disse...

É isso aí! Vc vai longe garoto. Parabéns. Bjokas. Marilac

Ítalo e Charlise disse...

Muito bom, gostei muito dos outros, mas neste vc supero!!!

Mima disse...

Huumm!! Eu já tinha lido este poema, Bolinha! Não sei se vc fez alguma modificação nele. Enfim, é um poema gostoso de se ler, e eu gosto do uso diverso da palavra 'tomar'. Vc eh um dos meus poetas favoritos, nem preciso dizer.

P.S. Dessa vez, nao venha me dizer que eu mudei de opiniao quanto aos seus poemas! kkk!! Eu lembro de ter comentado sobre o uso do 'tomar' da primeira vez q eu o li. kkk! Sonho em escrever como vc um dia.

Abraço, Bolinha!

Renan Ramalho disse...

Flávio já havia me mostrado e comentado a respeito desse texto. Realmente a ceia é um momento ímpar nos encontros de ABU. Arrisco dizer que foram nessas ocasiões que senti mais concretamente a dimensão de corpo, presente nesse sacramento . Traduzi-lo em poesia foi uma ótima escolha.

Cassia disse...

Sempre que leio um novo poema de Flávio Américo, me sinto como um garimpeiro diante de uma nova descoberta. E lá vem ela, uma pedra preciosa que estava só aguardando ser encontrada!
Amigo, continue a escrever, sua poesia faz gosto! Um grandissíssimo abraço e saiba que vc me inspira a continuar tentando..rs...rs Doce paz!

Jéssica Régis disse...

Todas as tribos, povos e raças, lembrando de um só Deus, formando um só corpo, cantando uma só canção...

Fiquei pensando no dia que não haverá mais saudade, quando nosssos corações estarão aquecidos (e)ternamente. =D

Bela poesia, menino.

Dany disse...

Ao ler o seu poema, fui lembrando de cada ceia q já participei na ABU, principalmente a do IPL 2009...
É sem dúvida um dos melhores momentos nos encontros da ABUB.

Flávio, amei seu texto! Perfeito!!
Quero estar no lançamento do seu livro! rsrsrs

bjim
Saudades dos amigos ABUenses q talvez só os reveja quando Jesus voltar...!

ps.: Ei, Jéssica, abeuenses deviam ser vizinhos neh? rsrs

Tatiana Paz disse...

As palavras de Flávio são límpidas.
Nos encantam pelo brilho que há na superfície (nas palavras)e também pelo que vemos no fundo do rio (a profundidade que alcançamos através dessas palavras. A Ceia da ABU é um desses momentos cheio de profundidade, que quando é vivido entre ABUenses é muito muito especial e quando expressado pelas leves palavras de Flávio são como água fresca em dias de calor.

Assino em baixo de Cassia: vc me inspira continuar tentando.

J.F.AGUIAR disse...

Flávio meu irmão, belo texto, tocou
minha alma e seu que a de muitos,
estou atento aos seus textos.
a paz de Jesus.

Fernanda Bittencourt disse...

Maravilhosa a poesia, até arrepiei quando li, mesmo.

Mas então é sobre a ceia do IPL, não tem nenhum irmão que morreu?! Menos mal... hehehehehe

Realmente as ceias dos encontros da ABU são inesquecíveis. Eu me lembro bem dos momentos de todas (não são tantas) que participei até hoje... Realmente, fica a vontade dos ABUenses serem todos nossos vizinhos, rs, mas se significa o momento de "voltar para a missão", de que adiantaria uma cidade de ABUenses? rs

Realmente, muito vale a esperança por quando o amor aquecerá nossos corações (e)ternamente, o dia em que "vamos nos reunir no grande encontro preparado que há de vir; na glória do Senhor, em todo esplendor, com vinho e pão celebraremos comunhão".
E estaremos juntos, tanto dos ABUenses que deixam tanta saudade, quanto daqueles que não teremos a oportunidade de conhecer aqui =)

Abraços, queridos, em Cristo
Fernanda - ABUBH

Flávio Américo disse...

Meus queridos irmãos e irmãs, alguns de vcs estão presentes no meu cotidiano, mas outros fazem parte daquela parte do coração que tem na entrada "seja bem-vindo à terra da saudade". Fico feliz de sentir e expressar algo parecido com o que vcs sentem. Fico mais feliz ainda por saber que partilhamos da mesma esperança e que um dia saudade será coisa do passado para mim e para vcs. Obrigado pelas doces palavras.

Brunno Soares disse...

Flávio sabe usar mt bem as palavras. Quanto a isso não há dúvidas. Lembro que por volta de Setembro, num churras, ele comentou [na rodinha] que estava preparando este poema. Fikei na espera.

Já li várias vezes e sei o quanto ele é profundo, não apenas nos termos literários, mas pelo que representa. O memorial que sempre fazemos na Ceia nos remete a diversos significados, tanto de ordem bíblica, como de ordem pessoal, sobretudo na pessoa do próprio Cristo.

Flavio conseguiu reunir mais do que palavras, mais que sentimentos apenas. Nesse poema ele pôs vida, e qd o escritor consegue isso, o resultado é pra alma.

Parabéns amigo!

Debby disse...

Oi Flávio!
Faz tempo que eu deveria ter passado por aqui,mas tá valendo!
Adorei o poema e uma música me veio a cabeça no momento da leitura: "Unidade e diversidade" se não me engano é do Sérgio Pimenta!
Parabéns, invista no seu talento, vc vai longe!
Abraços